Coluna da Laví: Apresentação

 

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Oi gente, tudo bem com vocês?
Vou começar a primeira matéria da minha coluna aqui no blog da minha amiga linda Raissa agradecendo a ela pelo espaço e a oportunidade aqui no blog pra falar sobre um assunto que precisa tanto ser discutido, precisa ser visto. E é uma realidade da qual eu vivo. A transexualidade.
Um assunto ainda pouco falado sem muito espaço na mídia para ser discutido. Apesar que nos últimos tempos temos ganhado bastante visibilidade, mas ainda a muito a ser conquistado. Muito mesmo.
Vou me apresentar para vocês, eu me chamo Lavínia Alana, tenho 21 anos, natural de Itajaí – Santa Catarina e sou uma mulher transgênero. Isso quer dizer um dia eu fui uma lagarta e hoje sou uma borboletinha linda (rs)
Iniciei a minha transição a poucos meses e posso dizer que não é nada fácil, nem um pouco. Enfrentar família, sociedade, preconceito e os comentários ridículos de pessoas que não sabem um terço da tua luta realmente são tarefas difíceis, para pessoas corajosas, mas que de qualquer forma devem ser enfrentadas. Sabe porque? Porque ninguém vai ser feliz no seu lugar (ou melhor dizendo no meu lugar). Ninguém sabe a luta que você passa ou que uma pessoa transgênero passa por dentro. CALADA. Chega uma hora que é preciso viver, é preciso vencer os próprios medos, que é preciso colocar pra fora o nosso verdadeiro eu. O espelho pede para quem está aí dentro, reflita aqui fora.
Se eu estou feliz? Eu estou muito feliz. Eu me sinto cada dia mais realizada. E segura de mim mesma.
A minha luta agora é mostrar para as  pessoas, para a sociedade que nós somos seres humanos acima de qualquer coisa e que merecemos o devido respeito. É mostrar que somos muito mais do que pensam. E que apesar de tanta dificuldade que passamos na vida e principalmente no mercado de trabalho podemos sim ter uma vida digna e que não somos todas garotas de programas que ganham a vida com o corpo como muitos pensam, porque infelizmente hoje no Brasil as transexuais são vistas como objeto sexual. Esquecem que somos seres humanos, que temos sentimentos e queremos  amar e sermos amadas como qualquer outra mulher. Acham que apenas pelo fato de sermos trans, somos também prostitutas (E não é bem assim que a banda toca meu bem) Eu tenho muita admiração pelas irmãs transexuais que lutam na noite para conseguir seu ganha pão porque sei que não é nada fácil. E deixo aqui um esclarecimento, nem todas escolheram esse caminho, muitas não tiveram uma oportunidade, uma chance  para mostrar trabalho. Porque por exemplo… Você já viu alguma trans ou travesti trabalhando num escritório ou talvez até mesmo num supermercado? Dificilmente não é mesmo!?
Então encontram na prostituição uma saída, uma luz no fim do túnel. Luz que a sociedade não faz nenhuma questão de acender. Eu tive a sorte de ter uma profissão que me acolheu e me acolhe. Trabalho no ramo da beleza, onde nós somos mais bem acolhidas. E sou grata a Deus por isso. Então leitoras(es) do blog por hoje é isso… Mas todo mês vai ter matéria aqui no blog da Raissa pra vocês siiiiiim! Falando sobre esse assunto. Vocês podem mandar suas dúvidas e sugestões que serão super bem vindas. Um beijo da Laví e até a próxima.

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Lavínia Alana tem 21 anos é dermopigmentadora de sobrancelhas, ariana, natural de Itajaí, Santa Catarina, tem se tornado uma ativista lutando pela visibilidade e direitos de pessoas transgênero.

Instagram.com/laviniaalana_

Facebook.com/laviniaalanaoficial

 

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